Thursday, November 19
Wednesday, October 28
Friday, October 23
Completas
A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.
E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.
Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.
E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.
Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.
Manuel António Pina
Sunday, September 27
"Estendido o Crisóstomo sobre a cama, via nele a Isaura uma beleza indescritível. A imensidão, pensava, a imensidão de um homem, como hábil alastrando por todas as evidências, todas as manifestações, todos os instintos dela. Cada ínfimo segundo tornava-se um efeito da existência dele, cada ímpeto era sempre a direcção do caminho para chegar a ele."
Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens
Thursday, September 24
And the days are not full enough
And the days are not full enough
And the nights are not full enough
And life slips by like a field mouse
Not shaking the grass.
Ezra Pound
Wednesday, September 16
No one
"People keep talking, they can say what they like
But all I know is everything's gonna be alright"
Sunday, August 30
Friday, August 28
Não me perguntes, porque nada sei
Da vida,
Nem do amor,
Nem de Deus,
Nem da morte.
Vivo,
Amo,
Acredito sem crer,
E morro, antecipadamente
Ressuscitando.
O resto são palavras
Que decorei
De tanto as ouvir.
E a palavra
É o orgulho do silêncio envergonhado.
Num tempo de ponteiros, agendado,
Sem nada perguntar,
Vê, sem tempo, o que vês
Acontecer.
E na minha mudez
Aprende a adivinhar
O que de mim não possas entender.
Miguel Torga
Da vida,
Nem do amor,
Nem de Deus,
Nem da morte.
Vivo,
Amo,
Acredito sem crer,
E morro, antecipadamente
Ressuscitando.
O resto são palavras
Que decorei
De tanto as ouvir.
E a palavra
É o orgulho do silêncio envergonhado.
Num tempo de ponteiros, agendado,
Sem nada perguntar,
Vê, sem tempo, o que vês
Acontecer.
E na minha mudez
Aprende a adivinhar
O que de mim não possas entender.
Miguel Torga
Tuesday, August 11
Tuesday, August 4
Subscribe to:
Posts (Atom)







