Talvez não passe de uma ideia pré-concebida de liberdade. Mas a verdade é que não se pode dizer que a maioridade não saiba a nada.
Tem o sabor de sopro nas velas e "tchin-tchin's", enquanto se ouve o barulho do infante da família a fazer birra, e uma música silenciosa de olhos e sorrisos nos dá a mão por baixo da mesa.
Tuesday, February 5
Saturday, February 2
Obrigado, amiga
Não sei o que hei-de escrever
Literalmente não sei o que hei-de escrever
Porque não faço ideia do que virá
Não o estou a visualizar (por enquanto)
Mas confio na agilidade instântanea da caneta
O que escrevo melhor ou, melhor,
O que acabo por gostar mais nas minhas páginas
É a condução do momento
Deixa-me pensar em ti
Em tudo aquilo que falamos/falámos
O nosso plano de fundo é
Um labirinto de estantes
Tiras um DVD e
BOOM! - Uma tela de cinema
Planos rápidos e poucas palavras de uma Coppola
Tiras outro
Caem os que estão ao lado
E perdes algum tempo a repor a calma
Começas a ler a sinopse
O resumo é uma compilação de diálogos
As fotos ganham traço de manga
Os cabelos esvoaçantes e ondulados
Terminam em franjas pontiagudas
Que rodeiam olhares brilhantes
De convicção, magia e justiça
Vais para a zona dos CD's
Vês um Moustaki
Mas como já o tens
Pegas e prendes-te com um Brassens
No meio da multidão
Os amigos dos amigos conhecessem-se
E os parentes
Todos dependentes das ordens e avanços dos gravatas verdes
Tu observas o ambiente musical
Numa pupila curiosa-escura
Enquanto sonho com um qualquer mágico da matemática sonora.
Marta Soares
Literalmente não sei o que hei-de escrever
Porque não faço ideia do que virá
Não o estou a visualizar (por enquanto)
Mas confio na agilidade instântanea da caneta
O que escrevo melhor ou, melhor,
O que acabo por gostar mais nas minhas páginas
É a condução do momento
Deixa-me pensar em ti
Em tudo aquilo que falamos/falámos
O nosso plano de fundo é
Um labirinto de estantes
Tiras um DVD e
BOOM! - Uma tela de cinema
Planos rápidos e poucas palavras de uma Coppola
Tiras outro
Caem os que estão ao lado
E perdes algum tempo a repor a calma
Começas a ler a sinopse
O resumo é uma compilação de diálogos
As fotos ganham traço de manga
Os cabelos esvoaçantes e ondulados
Terminam em franjas pontiagudas
Que rodeiam olhares brilhantes
De convicção, magia e justiça
Vais para a zona dos CD's
Vês um Moustaki
Mas como já o tens
Pegas e prendes-te com um Brassens
No meio da multidão
Os amigos dos amigos conhecessem-se
E os parentes
Todos dependentes das ordens e avanços dos gravatas verdes
Tu observas o ambiente musical
Numa pupila curiosa-escura
Enquanto sonho com um qualquer mágico da matemática sonora.
Marta Soares
Monday, January 28
Tuesday, January 22
Monday, January 21
Objectos de culto

"Moleskine is the legendary notebook used by european artists and thinkers for the past two centuries.
This silent and direet keeper of an extraordinary tradition, which has been missing for years, has been reproduced by the italian company Modo & Modo since 1998. With its various different page styles it acompanies the creative professions and has become a symbol of contemporary nomadism.
Moleskine is a family of notebooks for different functions, according with a free mindstyle, both basic and emotional."
http://www.moleskine.com/eng/default.htm
Saturday, January 12
Incesto talvez

"Os grupos sanguíneos foram descobertos no início do século XX (cerca de 1900), quando o cientista austríaco Karl Landsteiner se dedicou a comprovar que havia diferenças no sangue de diversos indivíduos. Ele colheu amostras de sangue de diversas pessoas, isolou os glóbulos vermelhos e fez diferentes combinações entre plasma e glóbulos vermelhos, tendo como resultado a aglutinação dos glóbulos nalguns casos, formando grânulos, e em outros casos não formando. Landsteiner explicou então porque é que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Em 1930 ganhou o Prémio Nobel por esse trabalho.
Os resultados das experiências realizadas por Landsteiner levaram-no a sugerir o Sistema ABO. Ele considerou que havia três tipos de sangue: A, B e O. Outros cientistas identificaram um quarto tipo, nomeado AB."
In http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_sangu%C3%ADneo
Thursday, January 10
Por ruas de sol
os teus braços sobre os meus ombros e acredito
que o mundo é um caminho
onde não é preciso olhar para os dois lados
antes de atravessar.
que o mundo é um caminho
onde não é preciso olhar para os dois lados
antes de atravessar.
Pontos de coincidência
Subvertes Caeiro como quem,
tratando por tu os poetas clássicos
numa intimidade de revelação antiga,
quisesse encerrar o mundo num verso
dos teus lábios. Poesia minha.
Encontras os recantos sombrios d'alma
que me esvaziam, e fazes voltar as marés
para que seja completa de novo.
És comigo o que não sei sempre ser
na segurança de gestos quotidianamente
novos e coincidentes de alma.
Filtro raios de sol e luar
Para encaixar a poesia tua.
tratando por tu os poetas clássicos
numa intimidade de revelação antiga,
quisesse encerrar o mundo num verso
dos teus lábios. Poesia minha.
Encontras os recantos sombrios d'alma
que me esvaziam, e fazes voltar as marés
para que seja completa de novo.
És comigo o que não sei sempre ser
na segurança de gestos quotidianamente
novos e coincidentes de alma.
Filtro raios de sol e luar
Para encaixar a poesia tua.
Monday, January 7
Friday, December 28
Sunday, December 23
Espírito do Natal Presente
Mas também já fui apanhada pelo espírito, e heis-me aqui crucificada sob azevinho, papel de embrulho e bolo rei.
Saturday, December 22
Half a year holding hands
Tuesday, December 18
Bichinho verde
"Faça-se a quem se queira a fineza de achar que mais alguém o há-de querer também. Desconfiar de quem se ama significa dizer, de uma maneira perversa mas verdadeira: "Se calhar estarias melhor com outra pessoa mas eu, com outra pessoa, estaria sempre pior." Quem tem ciúmes tem medo de perder (...). Quem tem medo de perder obviamente preza o que tem. Logo, ter ciúmes de alguém é dar-lhe o justo valor."
In Os Meus Problemas, de Miguel Esteves Cardoso
Boa desculpa?
In Os Meus Problemas, de Miguel Esteves Cardoso
Boa desculpa?
Sunday, December 16
Ódios de Estimação
Sempre fui adepta da franqueza absoluta. Daquela que dói e fere algumas vezes, daquela que faz rir também, quando nos perguntam o que achamos do cachecol e respondemos simplesmente que é horrível. Nunca percebi porque é que algumas pessoas preferem falar do ausente, do que acabou de sair ou está mesmo a apenas alguns metros de distância (factor que adiciona o seu quê de adrenalina). Precisei mesmo de ajuda para entender o gozo; afinal é mais fácil falar de outrem e por favor que ele não esteja presente!, já imaginaram se por acaso tem razão e eu não, que chatice se estiver logo ali para me corrigir, assim ao menos temos o tempo que demoram as notícias a chegar (que nunca é muito, então agora com o evento da globalização), e a adulteração destas pelo volútel ouvido humano.
Para quê fazermos barulho, cenas públicas e outras vergonhas quando podemos conversar tranquilamente sobre vidas que desconhecemos mas onde estamos doidos por meter o bedelho, que é a única coisa que estamos sempre prontos a meter em todo o lado? ("Bedelho: s.m:tranqueta ou ferrolho de porta que se levanta por meio da aldrava; rapazelho; criançola; fedelho;pequeno trunfo, no jogo de cartas; Fig:meter o -: intrometer-se sem ser chamado." in Dicionário Priberam)
Para deixarmos de fingir que somos os guardiões da pureza dos outros.
Eu sou pela liberdade de se dizer uma palavra feia quando alguém se mete na nossa vida. E de a dizer à frente de quem lá se meteu.
Detesto mesquinhice.
(Com um beijo à Mad que definiu o conceito)
http://unifr.ch/ddp1/derechopenal/legislacion/pt/CPPortugal.pdf
Para quê fazermos barulho, cenas públicas e outras vergonhas quando podemos conversar tranquilamente sobre vidas que desconhecemos mas onde estamos doidos por meter o bedelho, que é a única coisa que estamos sempre prontos a meter em todo o lado? ("Bedelho: s.m:tranqueta ou ferrolho de porta que se levanta por meio da aldrava; rapazelho; criançola; fedelho;pequeno trunfo, no jogo de cartas; Fig:meter o -: intrometer-se sem ser chamado." in Dicionário Priberam)
Para deixarmos de fingir que somos os guardiões da pureza dos outros.
Eu sou pela liberdade de se dizer uma palavra feia quando alguém se mete na nossa vida. E de a dizer à frente de quem lá se meteu.
Detesto mesquinhice.
(Com um beijo à Mad que definiu o conceito)
http://unifr.ch/ddp1/derechopenal/legislacion/pt/CPPortugal.pdf
Monday, November 26
Ode à eternidade
"Si nous habitons un éclair, il est le coeur de l'éternel" René Char
Lado lunar de uma estrela ardida, sento-me nas arcadas.
Falo para as paredes para o tecto para o céu
Aquele que tu vês invertido numa lógica que escapa
Aos alcances humanos, prova irrefutável da tua divindade.
Como tudo o que não sou e que gostava de ser
Te falo e te imploro, responde, cala
E a medida do meu amor é não se medir
Por tempo, espaço ou outra convenção qualquer
Daquelas que eles inventaram para ser relativas.
Vejo-te usar a luz ao pulso, o meu coração à banda,
Ficam-te bem.
Quem me dera não ser este pensamento, esta idade,
Presa por candeias de fumo que mais não fazem
Senão perder-nos em nevoeiro.
Quando afinal.
Tu eu qual é a diferença
Se do teu peito ao meu a distância é nula,
Se os teus reflexos iluminam ou obscurem os meus sentidos
E o braço que levas ao chão é para me amparar a queda.
Maneira de Ser/Estar, Hora Momento,
Ensina-me!
Faz-me ver por onde errei até ti.
(Caminhos de que não me lembro.)
Porque os meus passos não foram certos como
Os teus nem o almejam ser,
Na palma da tua mão repousam todos os sonhos do mundo
E neles constróis esta mulher-criança.
Perdi muitas oportunidades, de ser quem era e de ser quem sou,
Fui muito o que esqueci e que talvez nunca tenha sido.
Ajuda-me a voltar a não ser o que não queira
E a encontrar o que afinal serei um dia, este ou outro qualquer
Em que me encontre contigo como agora.
Lado lunar de uma estrela ardida, sento-me nas arcadas.
Falo para as paredes para o tecto para o céu
Aquele que tu vês invertido numa lógica que escapa
Aos alcances humanos, prova irrefutável da tua divindade.
Como tudo o que não sou e que gostava de ser
Te falo e te imploro, responde, cala
E a medida do meu amor é não se medir
Por tempo, espaço ou outra convenção qualquer
Daquelas que eles inventaram para ser relativas.
Vejo-te usar a luz ao pulso, o meu coração à banda,
Ficam-te bem.
Quem me dera não ser este pensamento, esta idade,
Presa por candeias de fumo que mais não fazem
Senão perder-nos em nevoeiro.
Quando afinal.
Tu eu qual é a diferença
Se do teu peito ao meu a distância é nula,
Se os teus reflexos iluminam ou obscurem os meus sentidos
E o braço que levas ao chão é para me amparar a queda.
Maneira de Ser/Estar, Hora Momento,
Ensina-me!
Faz-me ver por onde errei até ti.
(Caminhos de que não me lembro.)
Porque os meus passos não foram certos como
Os teus nem o almejam ser,
Na palma da tua mão repousam todos os sonhos do mundo
E neles constróis esta mulher-criança.
Perdi muitas oportunidades, de ser quem era e de ser quem sou,
Fui muito o que esqueci e que talvez nunca tenha sido.
Ajuda-me a voltar a não ser o que não queira
E a encontrar o que afinal serei um dia, este ou outro qualquer
Em que me encontre contigo como agora.
Ambrósio, apetecia-me algo (para a minha mãe)
"Escravos cardíacos das estrelas,Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates. (...)"
Excerto de Tabacaria, Álvaro de Campos
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